12.5.11

Eu estava deprimida, mas queria negar. Comecei a ter pensamentos de como mudar o que sentia. Eu sabia que estava muito desencorajada porque as coisas na minha vida não estavam a ir na direção que eu queria e esperava que fossem. Será que eu realmente estava tão deprimida assim? Claro que posso lidar com meus problemas! Eu não precisava de ajuda, pois podia lidar com tudo sozinha. Afinal, as coisas não eram tão más assim, ou eram?

Em seguida, pensamentos ameaçadores começaram a entrar na minha cabeça. Comecei a pensar sobre formas de como dar um bom nó para poder formar um laço. Será que a trave seria alta e forte o suficiente para eu me enforcar? Será que eu tenho a capacidade física para realizar tal façanha? Estes métodos eram pensamentos assustadores. De onde tinham vindo? Como tinham entrado na minha cabeça?

Com o tempo, os pensamentos ficaram mais insistentes. Era como se esses pensamentos tivessem um caráter próprio e fossem uma entidade separada que tivesse passado a morar no meu cérebro. Estava a começar a preocupar-me e comecei a achar que precisava de ajuda.Eu não estava a conseguir livrar-me dos meus pensamentos, pelo contrário, estavam apenas ficando piores.

Não contei a ninguém sobre isto. Eles eram tão assustadores, até mesmo para minha personalidade geralmente tão otimista e extrovertida. Estava com medo de dizer às pessoas por receio de que iriam minimizar os meus sentimentos e fazer eu me sentir envergonhada. Eles talvez iriam rejeitar-me e eu não poderia lidar com essas reações. Estava a tentar tanto superar o que estava a aconteçer comigo. Queria ser forte. Queria acreditar em mim. Eu tentei pensar positivamente. Talvez eu pudesse purificar a minha mente desse intruso tão assustador que havia começado a residir na minha cabeça!

Tentei lidar com a depressão sozinha, mas a voz insistente ficou mais forte. Uma parte do meu cérebro processou estes pensamentos de uma maneira totalmente irracional, enquanto a parte mais racional do meu cérebro sabia que isto era errado e que nunca mais podia voltar atrás. Às vezes, era quase como se eu fosse duas pessoas ao mesmo tempo - a pessoa controlada por esta voz insistente e a outra parte de mim que sabia que isto por vezes era o acertado.

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